AGOSTO LILÁS: Violência doméstica é presente e se mantém em patamares elevados em Nova Petrópolis, diz coordenadora

Liliane Kirschner, coordenadora de Políticas para Mulheres e Idosos, apresentou dados na Câmara de Vereadores

Fotos: Antônio Brito/Câmara de Vereadores NP

A Câmara de Vereadores recebeu na sessão semanal, a visita de Liliane Kirschner, coordenadora de Políticas para Mulheres e Idosos de Nova Petrópolis. Ela apresentou aos vereadores mapeamento que mostra números crescentes no que tange a violência doméstica.

Em seu pronunciamento, agradeceu aos vereadores pela abertura do espaço para que pudesse expor à comunidade os dados apurados e o trabalho de prevenção e proteção que vem sendo realizado pelo órgão.

Liriane lembrou que o mapeamento contém números desde 2023 e mostra que neste ano de 2026, depois de sensível queda em 2024, os números novamente crescem. Disse que essa não é uma realidade apenas de Nova Petrópolis e que os 52 feminicídios registrados até agora no Rio Grande do Sul, mostram que a violência doméstica está presente em todas as regiões gaúchas.

Em Nova Petrópolis, conforme o levantamento, em 2026 já são 76 registros mostrando que a violência nos lares “permanece presente e estável em patamares elevados”, disse. O Centro, e os bairros Pousada da Neve, Vale Verde e Fazenda são os locais com maior número de casos registrados, porém os atos de violência seja ela física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual ocorrem em todo o território municipal exigindo que haja efetividade no funcionamento da rede integrada para acolhimento, prevenção e proteção às vítimas de violência doméstica.

A coordenadora destacou que somente neste ano foram deferidas 85 medidas protetivas pela justiça de Nova Petrópolis e reiterou que em muitos casos, a denúncia não é feita por medo de novas agressões, falta de uma rede de apoio, dependência financeira e medo de colocar os filhos em risco. Ao lembrar que a Brigada Militar, Polícia Civil, Ministério Público e disque 100 são as principais portas de entrada para denúncias, Liriane Kirschner afirmou que dos casos registrados em 2026, 92% envolvem vítimas de 21 a 50 anos de idade.

“Enfrentar a violência contra a mulher não é uma tarefa apenas da coordenadoria e nem só do Executivo. É responsabilidade de toda a sociedade e essa Casa Legislativa tem papel fundamental nessa construção. Então que esse mapeamento não seja apenas um relatório a ser arquivado, mas sim um ponto de partida para que Nova Petrópolis avance cada vez mais na proteção de suas mulheres, por que assim o Município também estará cuidando do seu futuro”, concluiu.

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