"Caminhar junto é sempre mais rico do que sozinha!"

Foto: Arquivo Pessoal

Me chamo Simone Courel e faço parte do núcleo de mulheres empreendedoras da ACINP desde o ano passado. Sou mulher, mãe, psicóloga, neuropsicóloga, amante de pets, ou seja, CUIDAR e CUIDADO fazem parte da minha vida, em todas as suas facetas!  

Na minha jornada profissional, sempre atuei em mais de uma frente de trabalho ao mesmo tempo, mais de um campo ou área da Psicologia, em setores público e privado, mas uma dessas áreas sempre foi constante: o espaço de atendimento clínico em consultório. Dentro dessa diversidade e nesse dinamismo, já me vi como sócia de duas empresas no passado, ambas voltadas à prestação de serviços comumente reconhecidos como pertinentes a um CNPJ.  

Apesar de sempre ter sido inovadora, lançando mão da criatividade na solução de desafios e na construção de ações para manutenção da qualidade do meu trabalho, nunca havia me identificado como empreendedora na área clínica. Sempre me nomeei neste campo como profissional liberal, autônoma... Há anos também me envolvo em construções e espaços coletivos na Psicologia, o que sempre me trouxe satisfação, tanto pelas trocas quanto por me dar a oportunidade de participar de algo que pode impactar numa comunidade ou na sociedade. E em nenhum desses espaços a ideia de empreendedorismo relacionado à área da Psicologia clínica foi abordado.  

Ao logo da minha participação no núcleo de mulheres empreendedoras da ACINP esse tema veio à tona. Aqui tomo a liberdade de compartilhar uma reflexão com vocês: parece que não faz parte da nossa cultura reconhecer as profissões e atividades da área da saúde, com ênfase no cuidado, como possíveis campos de empreendedorismo. Ao contrário: é mais fácil associar essas profissões à ideia de voluntariado, à noção de doação, como se SÓ esses atos representassem dedicação.  

Sim, mergulhei em uma profissão de cuidado pela paixão por cuidar e imagino que a maioria dos profissionais também se identifique assim. Contudo, estamos falando de uma profissão com uma grande responsabilidade, que demanda muito estudo, atualizações constantes durante toda a vida profissional, o que envolve muito investimento de tempo, energia e financeiro.  

Sim, eu também tinha preconceito em me nomear como empreendedora pois achava que tiraria o foco do meu verdadeiro motivo de ser Psicóloga e Neuropsicóloga: cuidar! Participar no núcleo vem me ensinando a quebrar esse preconceito e me reconhecer como empreendedora, sem tirar minha paixão, minha dedicação e empenho como valores.  

E assim, assumindo um nome, a NEUROTHENA (Neuropsi+) está se desenhando como uma empresa que se dedica à avaliação e ao atendimento clínico na área da saúde mental, englobando a Neuropsicologia, Psicologia e outros cuidados.

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