"Participar do Núcleo das Mulheres Empreendedoras da ACINP não é apenas fazer parte de um grupo — é escolher não caminhar sozinha"

Imagem: Divulgação

Eu não comecei a empreender porque queria ter um negócio.

Comecei porque não fazia mais sentido continuar vivendo do jeito que eu vivia.

Depois de duas décadas no mundo corporativo, com estabilidade, responsabilidades e uma trajetória construída, percebi que, mesmo com tudo isso, algo essencial estava faltando. Não era sobre insatisfação pontual — era sobre desconexão.

Em 2014, fiz uma escolha que mudou o rumo da minha vida: sair de um caminho já estruturado para construir algo que tivesse mais verdade.

Foi ali que passei a me dedicar integralmente ao meu trabalho como terapeuta integrativa, com foco na saúde e no autocuidado feminino.

Meu nome é Estefânia Michaelsen. Sou mulher, mãe, avó e empreendedora — e todas essas dimensões caminham junto com o que eu construo.

Ao longo de mais de 15 anos, fui aprofundando estudos e práticas que hoje sustentam minha atuação — unindo saberes ancestrais, escuta do corpo e presença. Também organizei viagens de autoconhecimento para mulheres, no Brasil e no exterior, além de facilitar vivências com medicinas da floresta, ginecologia natural e o resgate do feminino.

Empreender, sendo mulher, não é apenas sobre criar e sustentar um negócio.

É sobre atravessar camadas invisíveis: aprender a se posicionar, lidar com a insegurança, sustentar decisões e, muitas vezes, recomeçar sem garantia.

Existe um movimento silencioso que quase ninguém vê — conciliar vida pessoal, maternidade, relações e, ao mesmo tempo, dar forma a algo que nasce de dentro.

E nem sempre é linear.

Existem momentos de dúvida, medo, vontade de desistir. Existem escolhas difíceis, culpa, cansaço — camadas que fazem parte do caminho e que raramente aparecem.

Sustentar um negócio, sendo mulher, também é atravessar tudo isso sem perder o próprio eixo.

Empreender, nesse contexto, não exige apenas estratégia.

Exige coerência.

A Matri Flora nasce exatamente desse lugar.

Ela não foi pensada como um produto.

Foi construída como expressão de um caminho.

Uma marca que reúne preparações botânicas artesanais feitas com respeito ao tempo da natureza, aos ciclos do corpo e à inteligência das plantas — mas, principalmente, com um olhar mais consciente sobre o autocuidado.

Cada detalhe carrega um processo.

Cada processo carrega uma escolha.

E isso também é empreender.

Falar de empreendedorismo feminino, para mim, é falar de rede.

Participar do Núcleo das Mulheres Empreendedoras da ACINP não é apenas fazer parte de um grupo — é escolher não caminhar sozinha.

É estar em um espaço onde diferentes histórias se encontram, se fortalecem e se ampliam. Onde a troca não é superficial, e o crescimento deixa de ser apenas individual.

Porque empreender pode até começar como um movimento interno.

Mas ele só se sustenta quando encontra conexão.

E, no fim, talvez seja isso que realmente define essa jornada: Não é sobre ter criado um negócio.

É sobre ter tido coragem de construir uma vida que faça sentido — e, a partir disso, abrir caminho para que outras mulheres também possam fazer o mesmo.

Comentários